Extraído de: Espaço Vital - 19 de Novembro de 2010
Os desembargadores da 9ª Câmara Criminal do TJ de São Paulo decidiram por maioria de votos ontem (18) que os pais da menina que morreu por não ter recebido transfusão de sangue devem ir a júri popular. Juliana Bonfim da Silva, de 13 anos, morreu em 22 de julho de 1993. A mãe dela é testemunha de Jeová e o procedimento vai contra os preceitos dessa crença.
Testemunha de Jeová: pais que impediram transfusão...
Justiça decide levar a júri popular pais que impediram...
TJ manda a júri popular casal que impediu transfusão...
» ver as 10 relacionadas
Para três dos cinco desembargadores que julgaram o caso, os pais e um médico amigo da família, que também testemunha de Jeová, mas não cuidou da garota, assumiram o risco ao impedir a ação dos médicos do hospital na Baixada Santista, onde a criança estava. Já a defesa, no entanto, sustentou que era dever dos médicos independente da vontade da paciente e dos seus pais salvar a sua vida.
Jogaram aos leões os pais que são leigos nas questões médicas, disse o advogado Alberto Zacharias Toron, defensor de Hélio Vitória dos Santos e Idelmir Bonfim de Souza, responsáveis pela garota. Ele afirmou que irá recorrer ao STJ e, caso necessário, ao STF.
Durante mais de uma hora e meia, advogados e desembargadores discursaram sobre de quem seria a culpa. Se dos pais ou da equipe médica do hospital que cuidou da paciente. Segundo o desembargador Francisco Bruno, que votou a favor do júri popular, este é um dos casos mais difíceis que ele julgou. Torço pelos réus. Agora, dizer que não devem ir ao júri eu não posso, completou. (Com informações do TJ-SP e do G1)
Nenhum comentário:
Postar um comentário